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Pequenas empresas ganham transparência com a adoção de boas práticas e elevam lucros

Projetos empresariais de implantação ou aperfeiçoamento de Governança Corporativa costumam ter seus aspectos práticos ofuscados pela vasta doutrina acadêmica existente. Empresários muitas vezes são levados a crer que precisam implementar o ‘pacote completo’, e encontram poucas semelhanças entre suas empresas e sociedades anônimas com ações negociadas em bolsa de valores.

Para grande parte das empresas brasileiras, especialmente familiares de porte médio, projetos de Governança Corporativa não ganham tração pela mais variada gama de fatores, estando entre os mais comuns as relações familiares e a dificuldade de visualização de benefícios financeiros.

Até certo ponto é aceitável que o dono de uma pequena ou média empresa familiar não consiga extrair valor econômica cada vez mais visível da Governança Corporativa pois muitos estão mergulhados na operação, mas cada vez mais empresários conseguem visualizar que a instituição mais tênue de melhores práticas é o direcionamento estratégico de perenidade.

Ademais, ao seguir as regras criadas pela própria empresa, seus pontos fracos são mais rapidamente percebidos, o que aumenta a probabilidade de saná-los antes que seus concorrentes se aproveitem para conquistar fatia do mercado. Sob a ótica da eficiência empresarial, a criação de um comitê interno pode aproximar a empresa dessas melhores práticas dos líderes de seu segmento e trazer imediato reflexo positivo no fluxo de caixa, requerendo baixíssimo investimento para isso.

Aqui se percebe o aspecto customizado dos projetos de Governança. Para uma empresa controlada por uma família só, com poucos funcionários, não faz sentido a criação de um Conselho de Administração ou mesmo de Comitê Fiscal, mas isso não significa inexistirem pontos de melhoria no que diz com a tributação ou a gestão financeira.

Empresas familiares convivem ainda com a confusão de papeis. Nessa dimensão, o benefício colhido por aqueles que decidem iniciar a caminhada é a harmonização das relações familiares e a tranquilidade que acompanha a definição clara do papel de cada um.

Governança traz oportunidades de lucrar mais, realizar fusões, venda ou associações empresariais outras. E empresas que adotam práticas de Governança tem maiores chances de captar recursos públicos para financiar tais movimentos.

Vinicius Ochoa Piazzeta, presidente da Pactum Consultoria Empresarial

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